PARALISIA CEREBRAL, UM TABU A SER QUEBRADO

sábado, 13 de novembro de 2010

NOTICIA - '@MarceloTas participou do #MediaOn'

Debate sobre produção de vídeos na web encerrou a 4ª edição do MediaOn. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra. 
Debate sobre produção de vídeos na web
encerrou a 4ª edição do MediaOn.

Os quatro painéis do dia de encerramento do 4º Seminário Internacional de Mídia Online (MediaOn), que começou na última terça-feira, em São Paulo, discutiram o politicamente correto no humor, o medo do canibalismo na fusão dos conteúdos produzidos para os jornais e suas versões eletrônicas, como as mídias sociais atingem o cérebro e a atenção ao texto e não à técnica para a produção de vídeos de sucesso.
Entre os debatedores estiveram presentes Antônio Pedro Tabet, editor do blog Kibe Loco, Maurício Ricardo, doCharges.com.br, Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo e Juliana Sawaia, gerente de Inteligência de mercado do Ibope. Acompanhe os principais trechos dos painéis:

Politicamente correto
O debate de abertura desta quinta-feira do 4º Seminário de Mídia Online (MediaOn), entre Maurício Ricardo, doCharges.com.br, e Antônio Pedro Tabet, do Kibe Loco, questionou o “politicamente correto” no humor e a agressividade das pessoas na internet, motivadas pelo anonimato na rede. Para Tabet, nenhum programa de humor dos anos 80 poderia ser exibido hoje. “A gente vê o que foi produzido na TV Pirata e pelos Trapalhõesnaquela época. Hoje seria impossível ir “ao ar”, diz.

Tabet disse que a patrulha do “politicamente correto”, que ele chama de “politicamente babaca”, tornaria os programas inviáveis hoje. De acordo com Maurício Ricardo, o Twitter atual é semelhante a um Coliseu romano. “A internet está ficando muito escrota, muito agressiva. Eu tenho os meus próprios limites no meu trabalho”, disse.

Furo guardado
No segundo debate, Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado, e Sérgio Dávila, editor-executivo daFolha de S.Paulo, discutiram o processo de convergência de suas redações e a forma com que as equipes tiveram de se adaptar para produzir para os jornais em papel e para as edições eletrônicas.

De acordo com Gandour, durante esse processo se perdeu o medo do canibalismo entre o conteúdo produzido para os dois meios. “Guardar para o papel virou exceção. O espírito se inverteu, a instantaneidade virou online, o papel é para análise e o novo projeto favorece isso”, afirmou Gandour. Dávila tem opinião semelhante. “Se a notícia for instantânea, perecível, sai instantaneamente. Há uma comunhão de experiências que tem por objetivo derrubar as muralhas das redações”.

O editor-executivo da Folha definiu o profissional dos veículos online como “menos fiel” ao emprego, com maior rotatividade de veículos e com grande capacidade de criar títulos para reportagens com apelo ao leitor ou, como colocou, “sexies”. Gandour preferiu considerar os salários baixos uma contingência do início de carreira e pediu o resgate da reflexão no jornalismo.

Paixão pelas redes sociais
A gerente de Inteligência de Mercado do Ibope, Juliana Sawaia, afirmou que as redes sociais afetam o cérebro assim como a paixão. Segundo ela, as pessoas não são apegadas diretamente às plataformas, mas sim às pessoas que estão nelas.

“A mídia social não é tecnologia, mas sim relacionamento. E ele já foi incorporado à rotina da maioria das pessoas. Quem está dentro quer usar mais e quem ainda não entrou tem interesse em entrar”, disse Juliana.

Durante a palestra, quatro usuários de internet, entre 13 e 32 anos, navegaram em computadores e contaram as suas experiências de uso. Todos participam de pelo menos um site de relacionamento e utilizam ferramentas como Messenger, Youtube, Facebook e Orkut. O estudante João Sander Nogueira, 13 anos, arrancou gargalhadas da plateia acessando sites de vídeo, e-mail e msn – que eram projetados em um telão no palco – e surpreendeu ao dizer que era “fácil” liberar o computador de sua escola para acessar sites bloqueados.

Forma x conteúdo
O debate “Estrelas de vídeos na web: sucesso relâmpago ou os novos comunicadores”, que encerrou o MediaOn, discutiu a expressão individual na internet por meio de vídeos e o impacto provocado na audiência. Sob a mediação de Marcelo Tas, Joe Penna, do Mystery Guitar Man, PC Siqueira, do blog Mas Poxa Vida, e Pablo Peixoto, do vídeo Um dia de Fúria, discutiram as suas formas de produção e sugeriram atenção ao texto, à mensagem, e não à técnica de produção.

Para Paulo Cesar Siqueira, o PC do blog Mas Poxa Vida, lidar com um público grande obriga a ignorar as manifestações por uma questão de economia de tempo. “Eu nem termino de ler o comentário. Quando você lida com muita gente tem que aprender a ignorar”, disse.

Peixoto afirmou que é preciso cuidado para não ignorar “quem quer ajudar”. Ele considera o maior problema o chamado “troll” – pessoa que critica com mais insistência. “Não responda ao troll, não alimente o troll após a meia noite”, disse.

O apresentador Marcelo Tas, que mediou o debate, disse lidar com as críticas que recebe na internet quase como um “exercício espiritual”. “Precisamos fazer o difícil exercício da compaixão. Eu vou na página dela, leio o perfil, vejo quantos seguidores tem, e normalmente acabo ficando condoído porque a pessoa na verdade está querendo gritar porque tem uma vida muito ruim”, diz.

MediaOn
O MediaOn, encontro realizado anualmente pelo Terra e Itaú Cultural, é um dos principais fóruns de debates sobre jornalismo digital e novas mídias. O evento, que tem apoio das redes de televisão CNNBBC, teve transmissão ao vivo e foi realizado entre os dias 9 e 11 de novembro.
Os debates contaram com a presença de representantes de veículos brasileiros, da América Latina, Europa e Estados Unidos. O tema deste ano foi “Os novos caminhos do jornalismo: o que a audiência quer consumir e como?”.
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Veja o vídeo:
http://www.mediaon.com.br

Fonte: Terra

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